sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

PAZ E ALEGRIA! FELIZ 2011!...

BOAS-ENTRADAS!...
FELIZ ANO-NOVO!...
MUITA PAZ E ALEGRIA!...

MEMÓRIA - Carlos Drummond de Andrade

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

PROCURO UMA ALEGRIA - Carlos Drummond de Andrade

Procuro uma alegria
na mala vazia
do fim do ano
e eis que tenho na mão
– flor do cotidiano –
o voo do pássaro
e de uma canção

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

POEMA NUVEM (infantil)

Para Ana Alice

Veio um dia aquela nuvem
e nela vimos girando
pião cavalo pardais

Carneirinhos... ão...
ão... ão...

A mão tocava o céu
com os dedos do pensamento

Um gatinho fez miau...
miau... miau...

Au... au... au...

Mil borboletas passeiam
nas ruas do roseiral.

Antonio Fabiano
Direitos reservados

Krzysztof Kieślowski e o bom do Cinema Polonês


(Kieslowski - Cinema - Fotos de Divulgação)

KRZYSZTOF KIESLOWSKI (1941-1996), expressão mais apurada do cinema polonês. Começou fazendo documentários, onde trabalhadores e soldados da Polônia eram o foco principal. Em seguida vieram os filmes de ficção, ainda influenciados por aquele estilo documental. Sua arte segue aprimorando-se: “passa a usar uma quantidade mínima de diálogos, concentrando-se no poder da imagem e das cores. As palavras são substituídas por uma poesia imagética”. O seu Decálogo fora realizado em primeira instância para a Televisão Polonesa. De Krzysztof Kieslowski pode-se falar de uma fase polonesa e outra, a última, francesa. A chamada “trilogia das cores”, produção francesa (são filmes baseados nas cores da bandeira da França e no slogan da revolução do país), de grande sucesso comercial, em português intitulou-se:

A Liberdade é Azul (1993, com Juliette Binoche);


A Igualdade é Branca (1994, com Julie Delpy e Zbigniew Zamachowski);


A Fraternidade é Vermelha (1994, com Irène Jacob e Jean-Louis Trintignant).



Para quem tem mais paciência e fôlego, a obra-prima desse diretor é mesmo o DECÁLOGO (1988). Projeto mais que ousado! Como dá a entender o nome, são dez filmes, dez histórias ambientadas na Varsóvia e vazadas de conflitos morais.


(Imagem de DECÁLOGO - “Não Matarás”)

A meu ver Kieslowski blefa quando diz que não morre de amores pela sétima arte e que o que faz é apenas “trabalho”. Impossível crer que tamanha genialidade seja só profissionalismo sem paixão!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

UMA CANÇÃO PARA O RETORNO DE GUERRA E PAZ. Nesta bonita letra de Fernando Brant foi posta a música de Milton Nascimento...


(Fotografia da Web)

“A GUERRA E A PAZ DE PORTINARI” – Letra de Fernando Brant musicada por Milton Nascimento.

A guerra é uma cavalgada
cruzando o azul da paisagem
cortejo de fome e de morte
ferindo o coração dos homens

A mulher velando o filho morto
a mulher e a criança chorando
a mãe e a filha em desespero
de cabeças rolando na grama

A guerra são os quatro cavalos
regendo a sinfonia de dores
são os braços erguidos em prece
pedindo o final dos horrores



A paz é um coro de meninos
é a voz eterna da infância
as mulheres dançando na roça
os meninos pulando carniça

É a noiva de branco sorrindo
na garupa de um cavalo branco
a mulher carrega um carneiro
crianças no espaço balançam

A paz está nos meninos
que brincam nos campos da infância
nos homens, nas mulheres cantando
a harmonia, a esperança.


FERNANDO BRANT (Direitos Reservados)


Com muita festa foi recebida a obra magna de Cândido Portinari, os esplêndidos painéis de Guerra e Paz. No Theatro Municipal do Rio, no dia 21 deste mês, deu-se a abertura da exposição de regresso. Juntamente com outros artistas, Milton Nascimento passou por lá. E cantou uma canção que fez exclusivamente para esse dia... “A guerra e a paz de Portinari”, letra de FERNANDO BRANT, grande compositor brasileiro, velho parceiro de Milton. Segundo Fernando, ainda não temos gravação disponível da música. Mas quem não teve o privilégio de estar lá, para ouvi-la cantada por Milton na estreia, tem o privilégio de ver aqui a bonita letra de Brant... Com licença do compositor para este blog.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010