terça-feira, 29 de dezembro de 2015

AUTORES & LIVROS

Nhesu Ha
Nhesu, tendotá Guarani, oñorãiróva pe i hente, hekó
ha ijyvy rehe hápe, petei tenondeté ojokó vaekue pytã kuera pe
pe ymã XVII Sa pe, ko ágã pea Ojapova kuera rendá - RS
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Autores & Livros
Inês Hoffmann e Nelson Hoffmann

Antonio Fabiano é uma revelação. Poética. Para nós. Recebemos Cancioneiro da terra, poemas. Lemos, guardamos, tornamos a ler. Pouco depois, ainda degustando o livro, recebemos Nas pontas dos pés, novos poemas. Este com o aval de Ferreira Gullar. Da leitura de ambos, ficamos com uma estranha inquietude de ligação Terra-Céu, num mundo estranho de calcinação e sofrimento. Até William Blake, com seu The marriage of heaven and hell, nos passou pela cabeça. Antonio Fabiano é poeta de essência, o acidente é invólucro. Atente-se, de verdade, para esse nome. Quem tiver um mínimo de chance de ler algum poema dele, não perca a chance, leia, medite, releia.

Nhesu Ha / O Nheçuano

Ano 6 - Número 27 - Roque Golzales, RS - Agosto/Setembro 2015  

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

BURILADA LIRA

"Da poesia de Antonio Fabiano, dedilhei versos esparsos. E me parece, pelo que espreitei, poeta senhor do ofício, de uma talhada, burilada lira. Ou melhor, de uma “lira luminar de três mil sóis” [no poema “Lira e toada”]. Que coisa bela!"
Dércio Braúna
Jornal O Mossoroense
22 de Fevereiro de 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

MANUSCRITADO...


Fac-símile publicado na revista da Academia Brasileira de Letras.
Revista Brasileira - Fase VIII - Julho-Agosto-Setembro 2015 - Ano IV - Nº 84 


O CORPO

O corpo nasce
E se expande
Em sua natureza física
E psíquica.
Pelas ruas de suas veias
Trafegam carros de sangue.
Nos pés põe meias.
O corpo ama
E brinca de se esconder.
Veste-se de beleza
E despe-se
Com igual destreza.
Finge que é eterno
– e talvez seja.
Deitado
Dorme e sonha
O que deseja. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O GADO RUMINA... O VAQUEIRO RUMINA...

ABOIO

Na hora crepuscular
do retorno,
quando o tangedor
nos encaminha
para o resguardo
de mais uma noite
que se avizinha,
seu aboio plangente
nos conduz numa espécie
de levitação.

E ao identificarmos
nosso nome
pronunciado na
melódica e arrastada
condução,
somos tomados
por um sentimento
que transpõe
a estremeção.


CONTRASTE

Festa no alpendre
dança e alegria
colóquio e cantoria.

Bebidas, aluares e refrescos,
leitãozinho e frango assados.

Em meio a tanta algaravia,
olho para o estábulo
e tudo é calmaria...


David de Medeiros Leite
In: RUMINAR (2015)
Sarau das Letras Editora Ltda.