terça-feira, 2 de agosto de 2011

SEMPRE CLARICE...

...“meu sacrifício é reduzir-me à minha vida pessoal. Fiz do meu prazer e da minha dor o meu destino disfarçado. (...) Como aqueles que, no convento, varrem o chão e lavam a roupa, servindo sem a glória de função maior, meu trabalho é o de viver os meus prazeres e as minhas dores. É necessário que eu tenha a modéstia de viver.”
Clarice Lispector

“Não, talvez não seja isso. As palavras me antecedem e ultrapassam, elas me tentam e me modificam, e se não tomo cuidado será tarde demais: as coisas serão ditas sem eu as ter dito.”
Clarice Lispector

“a prece profunda não é aquela que pede, a prece mais profunda é a que não pede mais”...
Clarice Lispector

In: LISPECTOR, Clarice. “Felicidade Clandestina” (contos), 2ª ed., Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1975, pp. 51, 98 e 112.

3 comentários:

  1. Olá frei,
    Essa seleção foi maravilhosa! Esse mexe com o nosso "ego", ainda mais eu que sou fã de carterinha desse sempre CLarice.
    Abração meu caro. Saudades! Fellipe

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  2. Clarice Lispector, uma profundidade ímpar em seu modo particular de falar.

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  3. Jaécia Bezerra de Brito4 de agosto de 2011 23:45

    Mexi com palavras raras, pesaram no bolso, na cama, na rua, caíram até em alguma alma, talvez a minha; fiquei cheia das palavras, cansada do fardo imenso, agora vou lançando-as aos poucos, saem mais leves. Há horas que elas perturbam, conturbam, explodem, e lá vou ser mais doida de mexer com elas? quero mais é que se fantasiem em palavras prováveis, que me façam chorar e rir, sem que precise explicá-las.

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